Em seu primeira entrevista à rádio Jaraguá, um leve deslize. Trocou o nome da equipe de Juventus por Jaraguá. Para muitos algo irrelevante na época, mas que tem muito a ver com o que ocorreu na sequência.
12 de setembro de 1990, estádio de El Molinos, Gijón, Espanha. Comandada pelo estreante Paulo Roberto Falcão, a Seleção Brasileira não tem uma boa jornada e acaba superada pela ‘Fúria’ por 3 a 0. Na tentativa de reverter o placar, que naquela altura apontava 2 a 0, Falcão saca Cafu aos 73’ e coloca em campo um ponta esquerda do Grêmio. Baixinho, rápido e habilidoso, o canhoteiro de 1,68 metros e 71 quilos parecia ser uma alternativa interessante para o momento da partida. Seu nome: Paulo Egídio Bertollazzi, um dos destaque do ‘Imortal’ nas conquistas da Copa do Brasil (1989) e Supercopa do Brasil (1990).
28 de abril de 1992, estádio João Marcatto, Jaraguá do Sul, Brasil. Comando por Almir Gil, o Grêmio Esportivo Juventus tenta surpreender na disputa do Campeonato Catarinense e da Copa Santa Catarina. De Araranguá vieram os meias Dunga e Jorge Luís. Do baiano Vitória chegou Tobi, de destacada passagem pelo Coritiba. Tinha também Geraldo Pereira, ponteiro com boas passagens por São Paulo (SP) e Atlético (PR). Mas faltava a cereja do bolo e ela chegou. Seu nome: Paulo Egídio Bertollazzi, um dos destaque do ‘Imortal’ nas conquistas da Copa do Brasil (1989) e Supercopa do Brasil (1990).

Paulo Egídio estava em litígio com a diretoria gremista, que negou todos os pedidos de transferência para grandes clubes. Mas aceitou o do então diretor de futebol Ângelo Margute e liberou o atleta para atuar no interior de Santa Catarina. Mesmo sem jogar há quatro meses, apenas treinando, chegou trazendo esperança ao torcedor jaraguaense. Em seu primeira entrevista à rádio Jaraguá, um leve deslize. Trocou o nome da equipe de Juventus por Jaraguá. Para muitos algo irrelevante na época, mas que tem muito a ver com o que ocorreu na sequência.
26 de maio de 1992, vinte e nove dias após sua chegada, Paulo Egídio é dispensado pelo Grêmio Esportivo Juventus após discutir com Ângelo Margute sobre o não pagamento de metade das luvas a que tinha direito. “O jogador teve uma breve passagem pelo Juventus, uma vez que participou somente de três jogos, e nestes não demonstrou nada daquilo que sabe, que é jogar futebol, no entanto, contratado a peso de ouro, veio para o Juventus como uma das grandes esperanças para o campeonato estadual deste ano”, lamentou o jornalista Jaime Blank, de O Correio do Povo.
E essa foi a história de Paulo Egídio com a camisa do tricolor jaraguaense. Uma passagem meteórica e sem brilho, tão rápida que nem deu tempo de aprender o nome correto do clube. Tampouco é citada em sua biografia.
Copyright © 2020 por Henrique Sudatti Porto
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